quarta-feira, 26 de junho de 2013

Como você fala com Deus? Como Deus fala com você?

“As armas que usamos não são humanas; ao contrário, são poderosas armas de Deus para derrubar fortalezas” – 2º Coríntios 10:4

Atualmente tenho lido e meditado no livro “Como orar por seus filhos” de Quin Sherrer.
São tantas revelações dadas por Deus em favor dos meus filhos, que sinto a necessidade de compartilhar neste texto.
Meus filhos estão crescendo a cada dia e embora ainda solteiros, percebo que começam a trilhar planos para o futuro. E o que mais me preocupa são as decisões que irão tomar. Por este motivo tenho me colocado de joelhos em favor deles dia após dia; pois qual é mãe que não se importa com o futuro do filho?
Neste livro, o autor inspirado por Deus, nos ajuda a usar as ferramentas necessárias para vencer as batalhas em favor da nossa maior herança: os filhos.

“O intercessor às vezes se coloca entre Deus e a pessoa que ora; outras vezes, coloca-se entre Satanás e a pessoa que trava a batalha” – pag.75, capítulo 9.

Como você tem usado a ferramenta preciosa da oração em favor dos seus filhos?

Quando conversamos com Deus, precisamos crer que Ele nos ouve. Para isto é necessário conhecê-lo e ter intimidade com a Sua Palavra, que nada mais é a própria Bíblia.
Por exemplo, a Bíblia diz em Mateus 18:18 através das palavras de Jesus: Tudo o que vocês atarem na terra será atado no céu, e tudo o que vocês desatarem na terra será desatado no céu.
O que isto significa?
Através da ferramenta chamada oração temos autoridade de “atar”, “amarrar”, “parar” as investidas e manobras demoníacas contra a vida de nossos filhos. Consequentemente, “desatar”, “desacorrentar”, “desamarrar” a vida dos nossos filhos.
Isto só é possível porque tomamos posse da Palavra dita pela boca do próprio Deus.

Agora eu te pergunto, como você ora?

O momento da oração não é apenas para agradecer ou pedir, mas batalhar em favor das vidas que você ama tanto.
Uma coisa sou eu chegar diante de Deus e pedir:
Deus abençoe meu marido, meus filhos, meus pais, minha vida e meus planos.
Outra coisa é declarar, mesmo passando por dificuldades:
Deus, eu declaro sobre a vida do meu marido, dos meus filhos, dos meus pais, da minha vida e dos meus planos, que eles são benditos, pois a tua Palavra diz que bendita será a minha vida se eu obedecer aos seus mandamentos (Deuteronômio 28).

Precisamos orar a Palavra de Deus. Para isto, precisamos conhecer as promessas de Deus que Ela contém.
Quando pedimos algo para Deus aleatoriamente é como se disséssemos para Ele: Eu não te conheço. Sabe por quê? Porque a maioria das coisas que pedimos, Ele já nos entregou e agora só falta recebermos pela fé.
A Bíblia diz em Romanos 4:16-17 que:
 “As promessas de Deus são concedidas a nós por meio da fé, como presente, de graça; temos certeza de recebê-las, (...) Deus fala dos acontecimentos futuros com tanta convicção como se eles já pertencessem ao passado!”

Então chame à existência o seu futuro, batalhe em favor dele.
Quando oro por meus filhos eu declaro que são abençoados e prósperos, que minhas noras são mulheres de Deus e estarão ao lado deles por todos os dias de suas vidas, que meus netos serão minha descendência nesta terra e reinarão sobre muitos.

Eu ainda não tenho noras e netos, mas já oro por eles.
Talvez você não tenha marido e filhos, mas ore por eles. Abençoe-os. Chame-os à existência.
Exclua a palavra “NÃO” do seu vocabulário. E declare a Palavra de Deus sobre sua vida.
Ao invés de “NÃO CONSIGO”, diga: “Com meu Deus eu salto muralhas” Salmo 18:29
Ao invés de “NÃO POSSO”, diga: “Posso tudo em Jesus que me fortalece” Filipenses 4:13
Ao invés de “NÃO TEM JEITO”, diga: “Tudo é possível para Deus” Lucas 18:27

Não adianta na hora da aflição, pegar a bíblia e ler. 
1º) você não entenderá o que Deus quer falar;
2º) intimidade com Deus se conquista diariamente e não apenas quando você precisa Dele.

Leia a Bíblia diariamente. Ore a Bíblia. Viva o que está escrito na Bíblia. Declare a Bíblia. Pregue a Bíblia e seja próspero sobre a Terra.


“Nossa autoridade provém de nosso relacionamento digno com Jesus – o Cordeiro que foi morto. Ele, por sua vez dá-nos a autoridade em seu nome para exigir que o maligno solte nossos filhos” – pg.76

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Seu filho vale 15 minutos de oração?

Atualmente estou lendo o livro “Como orar por seus filhos” de Quin Sherrer.
Geralmente escolho livros para ler, que edifiquem minha vida espiritual, familiar e social.
Incrivelmente, o poder de Deus é grandioso através da aplicação da leitura destes livros.
Especificamente o livro “como orar por seus filhos” traz ensinamentos básicos de como declararmos o poder de Deus sobre a vida dos nossos pequenos (mesmo que sejam adultos, serão sempre pequenos para nós).
Passei a utilizar este método de oração, e ao invés de somente pedir a proteção de Deus sobre meus filhos, passei a declarar a Palavra de Deus sobre eles.

Um exemplo de oração de proteção é declarar o Salmo 91.
“Senhor, sobre meus filhos estão as suas asas e em Ti eles se abrigam seguramente. Nenhuma seta ou praga chegará sobre eles, pois o Senhor tem sido escudo e broquel. Poderão cair 11.000 pessoas ao lado deles, mas eles não serão atingidos, somente contemplarão com os olhos e verão como são recompensados os que não te buscam. Senhor, que os dias de vida dos meus filhos sejam fartos e que o Senhor os mostre a Salvação”

Mas, tive uma experiência grandiosa com Deus, quando em meio a minha oração por meus filhos, citei o Salmo 127, especificamente o versículo 4:
“Senhor, que meus filhos sejam como flechas nas Tuas poderosas mãos. Que sejam direcionados por Ti e atinjam como alvo os corações dos que o rodeiam”

Neste mesmo dia, ao buscar meu filho caçula na escola, ele me contou sua experiência. Durante o trajeto, me disse:
"_Hoje a professora de ciências faltou. Ficamos com uma professora substituta e ela pediu uma redação. Tinha que escrever o tipo de música que mais gostamos de ouvir e o porquê gostamos de ouvir aquele ritmo. 
Eu escrevi que gosto de músicas gospel, porque elas falam sobre o sacrifício de Jesus na cruz que nos leva a adorar a Deus.
Minha professora parou de frequentar a igreja e quando ela leu minha redação começou a chorar."

Naquele instante, em Espírito, eu agradeci a Deus. 
Disse ao meu filho que o Senhor havia o usado como um instrumento e destaquei a importância de se continuar falando do amor de Deus, mesmo que seja através de uma atividade escolar.

Deus não rejeita oração. Ele está ansioso para cumprir Suas promessas sobre nós, conforme escrito em Efésios 1:13-14

A bíblia diz que não recebemos o que pedimos, porque pedimos errado.
Na verdade, pedimos errado, porque não nos apropriamos da Palavra de Deus.
Se a Palavra de Deus diz:

“Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.” – 3º João 2

Então eu não peço. Eu declaro:
Eu sou muito próspera. Eu prospero em tudo o que ponho a mão. Eu tenho prosperidade em todas as áreas de minha vida — espiritual, financeira, mental e social.
Porque a Bíblia já me prometeu que em tudo eu vá bem. Entendeu?


P.S.: Leia livros que te edifiquem. Leia a Bíblia. Ore.

sábado, 8 de junho de 2013

É tempo de esperar...


Há quase um ano plantei um broto de amarílis.
Pensei até que ela não sobreviveria, pois demorou muito de nascer as folhas.
Quando as folhas nasceram, rapidamente cresceram; então, pensei que logo sairia a flor.
Isso aconteceu há mais de seis meses e até agora, nenhuma flor!
Estou esperando...
Em algum momento da próxima primavera, a flor virá: linda e viçosa.
Todo dia eu olho para amarílis. Suas folhas estão lá: enormes!
Não vejo a hora de ver a flor brotar.
Há momentos no jardim da vida que precisamos esperar.
Mesmo que demore de nascer a flor, regue as folhas com sua fé.
Acredite. A flor virá com a primavera. Espera...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Entre... Vamos até a cozinha?

       Eu sou “fã de carteirinha” da mensagem bíblica que fala sobre dois discípulos que estavam tristonhos e desiludidos da vida, depois que Jesus morreu e foi sepultado.
      Daí, eles resolveram ir embora de Jerusalém. No trajeto, voltando para a aldeia chamada Emaús, eles foram surpreendidos com a presença de um viajante especial.
        Enquanto caminhavam, se lamentavam para este viajante como Jesus morreu e falavam sobre a visão que algumas mulheres tiveram, e nela anjos diziam que Jesus havia ressuscitado.
          O viajante explicou para eles sobre o que diz a Palavra de Deus, no livro de Salmos, nos cinco primeiros livros da Bíblia escrito por Moisés (Pentateuco) e sobre as palavras ditas pelos profetas.
      Que conversa gostosa de se ouvir. Imagine, seu coração entristecido e de repente, você começa a ouvir palavras que confortam. Não é maravilhoso?
        Então chegaram em Emaús. O viajante fez como que ia continuar o caminho e aqueles dois homens o convidaram para repousar na casa deles e depois seguir viagem.
        O viajante entrou e foi convidado a sentar-se à mesa para que juntos fizessem uma deliciosa refeição.
         Antes de comer, o viajante pegou um pedaço de pão, agradeceu a Deus por aquele momento, rasgou o pão ao meio e o serviu aos homens.
        Somente naquele instante, eles perceberam que Jesus era o viajante daquela longa jornada que os acompanhava em todo o tempo no momento de angústia e dor.
          O ato de partir o pão foi idêntico às muitas vezes que eles comeram com o Mestre.

Esta história é verdadeira.
Realmente existiram estes homens. Realmente Jesus existe.
Estamos caminhando no trajeto da vida.
Todos os dias, somente e puramente pelo poder misericordioso do Pai, nos levantamos da cama e iniciamos um novo dia.
Este dia não está previamente traçado. Somos nós quem faremos que ele seja maravilhoso ou péssimo.
Se tivermos ao nosso lado a companhia especial de Jesus, esse trajeto será maravilhoso, será cheio da presença de Deus e da Sua Palavra.
Mas, Ele não quer apenas caminhar contigo nas horas da dor e angústia. Não!
Ele espera um convite.
Jesus Cristo é educado. Jamais Ele invadirá sua vida. Jamais!
Ele quer sentar-se à mesa com você. Somente pessoas especiais participam conosco de nossas refeições, não é mesmo?

Na minha casa, eu sou assim: quando recebo amigos, chamo logo pra cozinha e corro passar um cafezinho pra acompanhar uma prosa. 

Jesus quer conversar com você.
Ele quer te ouvir.
Aqueles dois homens quando questionados por qual motivo estavam tristes e angustiados, foram logo contando a causa de tanta dor. A dor deles era a perda de alguém que eles amavam.

Qual é a sua dor? Pra quem você tem contado?

Contamos nossas dores pra tanta gente que não podem nos ajudar, e por vezes até, nos entristecem mais ainda. 
Jesus quer te ouvir. Conte pra Ele. Convide-o para entrar na sua casa. Chame-o para a cozinha. Faça um lanche para comerem juntos e quando sair de casa, não esquece que Ele ama estar ao seu lado durante todo o caminho.


Leitura Bíblica: Lucas 24: 1 ao 3, 13 ao 34

terça-feira, 4 de junho de 2013

Conselhos de mãe

Hoje acordei pensando na Palavra escrita em Provérbios 31.
Esta Palavra é muito conhecida entre os cristãos, por se tratar de exemplos de uma mulher “recheada” de qualidades.
Sempre pensei que Provérbios 31, foi escrito pelo Rei Salomão. E só hoje notei, que foram conselhos dados por uma mãe ao seu filho ainda criança, que um dia se tornaria rei de uma nação. Você sabia?
Então veja a importância dos nossos conselhos como mãe, esposa, filha, amiga, irmã.
Sugiro que você leia todo capítulo, mas, hoje quero ressaltar este versículo:

 “O marido desta mulher fiel e dedicada está sempre tranqüilo, pois ela nunca deixará faltar nada para ele.
Ela sempre procura ajudar o marido; sempre procura o bem-estar dele, nunca o mal
Seus filhos a respeitam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo:
Pode haver muitas esposas exemplares neste mundo, mas eu tenho certeza que nenhuma delas é melhor que você.
Os encantos de uma mulher podem ser apenas uma ilusão, e a beleza não dura para sempre. A verdadeira beleza, a verdadeira honra de uma mulher está em amar e obedecer o Senhor.
A mulher que fizer isso será elogiada diante de todos; receberá a recompensa merecida” 
Provérbios 31:11-12 e 28 ao 31

Será que esta mulher existe?
Amadas, quantas vezes no corre-corre da vida moderna, preferimos pedir uma pizza, do que  fazermos a comidinha que ele mais gosta? Ou então, cedermos a momentos descontraídos como compartilhar uma bacia de pipoca, assistindo a um filminho romântico, do que os amigos virtuais? E diga-se de passagem que o mundo virtual tem transformado muito casamento, não é mesmo? Quero dizer, destruído muitos casamentos! Há muitos casais que não estão tranqüilos coisa nenhuma!
Fica a pergunta: Quanto eu tenho me dedicado para o bem estar do meu conjuge?
Sim! Porque somos um diante de Deus. E se ele não estiver bem; como eu posso estar?
Preciso melhorar. Preciso identificar em que posso me dedicar mais a ele. Tarefa difícil. Mas, se eu começar, já é um primeiro passo.

Não! Eu não estou dizendo que “Amélia é que era mulher de verdade”! E nem a Bíblia diz isto. Mas, precisamos resgatar aquelas coisinhas que aprendemos com as vovós, sabe?
Lembro dos panos de chão da minha vó que se confundiam com panos de prato de tão branquinhos que eram...
Os bolinhos de chuva no fim da tarde, que comíamos, bebendo “cafezinho preto” sentados no quintal e falando de nós mesmos...
As comidinhas refogadas com “arroz branco”, que nem de longe lembravam os hambugueres, batatas fritas e pizzas deste tempo moderno.
Lembro das casas com o chão de “vermelhão”, onde levávamos horas encerando e dando lustre com escovão.
As mães tinham tempo de ensinar para as filhas os trabalhos domésticos: As panelas eram “areiadas” e pareciam espelhos. Era um imenso prazer receber as visitas com café passado em coador de pano e o bolo de fubá sobre a mesa. As mães ensinavam as filhas serem hospitaleiras com os visitantes.
Eu sinto falta.
Hoje em dia, quase não recebemos visitas. Não temos tempo para um bom bate papo na sala!
Naquela época, quando um casal brigava, os filhos não ficavam sabendo. Sequer transparecia alguma indiferença.
A esposa não falava mal do marido pra ninguém. E se falava, contava apenas pra amiga mais íntima mesmo! As mães ensinavam os filhos a respeitar os mais velhos. Palavrão nem pensar!
Os casamentos duravam mais. Os filhos eram mais valorizados. Os pais pensavam mais de mil vezes, antes de sequer citar a palavra “separação”!
Naquela época, a família era o bem maior. Todo o cuidado era pouco para preservar o futuro e “criar” homens de bem. Os filhos tinham o prazer de dizer que queria ser igual ao pai quando crescesse. As meninas brincavam de boneca até os 15 anos e a paquerinha do colégio só começava lá pelos 16 anos, quando o coração disparava, as bochechas ficavam vermelhas e as mãos suavam: daí sabíamos que estávamos gostando de alguém.
Daí, você me diz: _Será que estes casais eram realmente felizes?
E eu te respondo:_ Você é mais feliz hoje?

Como eu citei no começo, esta Palavra de Provérbios 31, nos remete a uma reflexão, do quanto estamos nos dedicando não somente a felicidade da nossa família, mas, o quanto estamos nos dedicando a sermos felizes.
Por vezes, pensei que a mulher sábia da Bíblia não existia. Vejo que não posso acompanhá-la 100%, pois não sei costurar, embora queira aprender! Meu marido é quem sempre se levanta primeiro e prepara o café da manhã. Enfim, não sigo a risca o capítulo 31 de Provérbios.
Mas, mesmo não sendo integralmente a mulher virtuosa , posso assegurar que tenho a maior e melhor qualidade que uma mulher poderia ter e buscar: lutar por uma família íntegra e embasada na Palavra de Deus.
Sempre digo na minha casa:_Quero ser uma vovozinha quituteira! É isto mesmo: Resgatar os bolinhos de chuva no açúcar e canela, a pipoca frita na manteiga, o bolo de fubá, o cachecol para os dias de frio, as musiquinhas e historinhas na hora de dormir, o brigadeiro de comer raspando a colher na panela...
Quero ver meus netos e se Deus permitir meus bisnetos e porque não tataranetos?
Enfim se cumprirá em minha vida o versículo 31: receberei a recompensa merecida.

Minha família é o meu maior bem.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Sacrifício da Semente por *-*Veronice Lemes*-*

“Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer continuará só, mas se morrer dará muito fruto” João 12:24 


Para a semente é necessário começar a morrer, para então voltar a vida. As sementes ilustram o sacrifício. 

Quando a semente morre ela produz o fruto e multiplica, multiplica os nossos sonhos, projetos e conquistas, mas a multiplicação tem um preço, o sacrifício. 
Ao ponderar os esforços, lutar contra os erros, criar alternativas, chorar, perder e regressar, vivemos o drama da semente em transformação, a semente que cai e luta pela vida até que apareça a primeira folha e depois o tão sonhado fruto.

Entendermos que o sacrifício é parte do processo e se faz necessário, é preencher a vida com valores que crescem a longo prazo, é um gesto corajoso e exige de nós humildade e comprometimento.

Deus nos criou para um propósito, para que descemos frutos.

O Senhor fará com que nossas sementes cresçam, se tornem folhas e surjam muitos frutos, resultando numa grande colheita como resultado da nossa entrega e disciplina. A folhinha verde é o primeiro impacto na floresta
da vida, demonstrando que vem por aí uma grande árvore...




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Noé foi o primeiro a plantar uma vinha...


Noé, que era agricultor, foi o primeiro a plantar uma vinha.
Bebeu do vinho, embriagou-se e ficou nu dentro da sua tenda.
Cam, pai de Canaã, viu a nudez do pai e foi contar aos dois irmãos que estavam do lado de fora.
Mas Sem e Jafé pegaram a capa, levantaram-na sobre os ombros e, andando de costas para não verem a nudez do pai, cobriram-no.
Gênesis 9:20 ao 29

Quem não conhece a história de Noé?
Noé foi o único homem justo diante de Deus numa terra corrompida pelo pecado.
Deus o escolheu para construir uma grande embarcação para proteger  a sua família e os animais criados, da forte chuva que inundou a terra.
Por causa da justiça de Noé, como homem temente a Deus, toda sua família foi poupada da morte.
Porém, como descrito através do texto bíblico acima, após o dilúvio, Noé, que era agricultor, plantou uma vinha.
Eu fico imaginando a vinha de Noé.
Quando plantamos uma semente, sabemos que ela não germina de um dia para o outro.
Creio que Noé, todos os dias visitava a vinha. Afofava a terra, regava, tirava folhinhas secas e ficava de olho para não dar bichinhos.
Passado algum tempo, vieram os frutos.
Imagine só, como deveriam ser deliciosas aquelas uvas. Penso que eram cachos suculentos, que só de escrever este texto, já me dá água na boca. Hummm!
Então Noé, com muita inteligência, acredito eu que sendo ele o primeiro a plantar uma vinha; também foi o primeiro a pisar a uva, aguardar o tempo de fermentação natural e preparar o vinho.
Você sabe que a fermentação natural do vinho, também leva um tempo.
Mais ou menos duas semanas fermentando. Depois precisa amassar mais um pouco e coar e passar para outro recipiente.
Quanto mais tempo de envelhecimento, mais sabor e aroma o vinho terá.
Agora imagine a ansiedade de Noé em poder degustar de sua maravilhosa experiência.
Você agüentaria tanto tempo?
Mas, eu penso que Noé era um homem paciente. Afinal, construir aquela grande embarcação, caçar os animais,  colocá-los na arca, providenciar alimento para todos os animais e sua família, armazenar água potável, rachar lenha para cozinhar e tantos outros detalhes de uma viagem com tempo indeterminado para terminar, demandou mais ou menos 120 anos entre a construção, o dilúvio e o desembarque no monte Ararate.
Então seria moleza esperar o tempo que fosse preciso para usufruir daquele vinho.
Até aí tudo bem. É muito bom cultivar a terra. Semear e colher.
Melhor ainda é poder desfrutar do fruto.
Mas o texto diz que Noé embriagou-se e como conseqüência tirou sua roupa, expondo sua nudez.
Veja só, Noé o único homem considerado justo diante de Deus, passou por uma tremenda vergonha.
Com esta explanação, eu quero trazer uma meditação para nossas vidas.
E começo te fazendo uma pergunta:
_Quanto tempo você tem esperado por algo?
Pode ser na vida pessoal, familiar ou profissional.
E neste tempo de “espera” você faz tudo bonitinho. Deposita sua confiança em Deus, ora constantemente, lê a Palavra de Deus, ouve e canta louvores, participa assiduamente dos cultos, ou seja, assim como Noé, tem uma vida regrada de obediência ao Senhor.
Enfim, chega o tempo de colher seus frutos. E você tem duas escolhas:
1º Pegar o seu fruto, saboreá-lo moderadamente e continuar a obedecer ao Senhor, agora mais do que nunca, porque a espera foi longa e nada melhor do que desfrutar da benção na presença de Deus, não mesmo?
Ou,
2º Pegar o seu fruto, entrar na sua tenda e loucamente e desvairadamente usufruir do que Deus te deu?
O fruto é o seu milagre, a sua benção;
Há pessoas que recebem a benção e fogem da Presença de Deus. Entram na tenda. É como se agora não precisasse mais do companheirismo do Senhor, da direção do Seu doce Espírito.
O sabor daquele milagre é tão intenso, que parece ser preciso experimentá-lo tudo de uma vez, não se pode dividir com ninguém, muito menos com o Senhor Deus.
Vemos isto quando por algum tempo uma pessoa busca condições e orientação para adquirir um bem material, como por exemplo uma casa. Enquanto a pessoa paga aluguel, ela está buscando a direção de Deus. Após a compra do imóvel, ela passa o final de semana limpando a casa e não participa mais dos cultos. Com isto, a benção tomou o lugar do abençoador.
Ou então aquela que clama por uma cura e após receber a cura, não volta para oferecer a Deus um culto de agradecimento, porém volta a gozar a vida dissolutamente.
Conheço pessoas que clamavam por um filho, e ao receber o grande milagre, hoje dão a desculpa de não poder cultuar a Deus, devido a criança não se comportar na igreja.
Até quando nos esconderemos de Deus em nossas desculpas?
Penso que Noé poderia ter convidado seus filhos para degustar do vinho, desfrutar de uma boa conversa, ali ele passaria as instruções de como continuar o cultivo da vinha.
Mas a Palavra é clara, quando diz que ele embriagou-se. O problema não foi beber o vinho. O problema foi embriagar-se dele.
O problema não é desfrutar da benção. O problema é a benção estar em primeiro lugar e Deus em último.
Perceba que, enquanto você está cultivando sua vinha (vida) sob o cuidado do Criador, tudo vai acontecendo naturalmente. Até a espera pela benção tem sabor de milagre, porque vamos adquirindo experiências maravilhosas com o Senhor.
Mas quando colhemos nossa benção, nos escondemos na tenda para usufruirmos como bem queremos dela, ficamos expostos, sem proteção.
Com a lição ensinada na Palavra de Deus, pude hoje aprender que até mesmo alguém considerado como justo, se não estiver abrigado em Deus e andar por seus próprios caminhos, pode errar.
Não sei em que estágio está a sua vinha:
Se você está arando a terra para plantar a semente, esteja abrigado em Deus;
Se você está semeando, esteja abrigado em Deus;
Se você está colhendo, esteja abrigado em Deus;
Se você está usufruindo do fruto, esteja abrigado em Deus.
Não se distancie de Deus.
Não se esconda em sua tenda. Esconda-se debaixo das asas do Altíssimo, onde você estará em segurança.
Revista-se com a armadura de Deus, com ela jamais você passará por vergonha.
Deus abençoe sua vinha!